Club de Regatas Jardinense/1914

01/10/2011

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* Localização

Careta, ano 7, número 295, 24 de janeiro de 1914

* Descrição

Batismo do barco “Jardinense”, na Lagoa Rodrigo de Freitas

* Comentário

Nos dias de hoje, no Rio de Janeiro, as competições de remo são praticamente todas disputadas na Lagoa Rodrigo de Freitas. Mesmo os treinamentos lá são realizados, com exceção de alguns clubes, como o Guanabara, que ainda habitualmente usam as águas da Baía de Guanabara.

No início do século XX, todavia, as atividades náuticas eram majoritariamente organizadas na célebre Baía, inclusive as competições, que durante muitos anos tiveram como sítio principal a Praia de Botafogo, onde se encontrava o Pavilhão de Regatas.

Nessa época, entretanto, algumas agremiações já começavam a utilizar a, na época ainda distante, Lagoa Rodrigo de Freitas para suas atividades. Esse é o caso do Clube de Regatas Jardinense, uma associação de curta duração, fundado em 1905. Anteriormente, na Lagoa, tinha sido fundado o Grupo de Regatas Lagoense; em 1906 seria criado o Clube de Regatas Piraquê, até hoje existente, e em 1908 o Club de Regatas Laje.

Em 1918, chegaria a ser fundada a Liga Náutica da Lagoa Rodrigo de Freitas, que se manteve ativa até pelo menos a década de 1930.

Na foto vemos um dos momentos mais celebrados pelos agrupamentos náuticos, o “batizado” de um novo barco, sempre motivo de festa e congraçamento de sócios e convidados.

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Abrahão Saliture/1911-1913

06/08/2011

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* Localização

Careta, ano 4, número 178, 28 de outubro de 1911 (foto maior)

Careta, ano 6, número 253, 5 de abril de 1913 (foto do canto superior direito)

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* Descrição

– Foto maior – Abrahão Saliture, remando pelo Club de Natação de Regatas, vencedor do Campeonato Brasileiro de Remo de 1911. Foto na Baía de Guanabara, na raia do Pavilhão de Regatas.

 – Foto do canto superior direito – Saliture na Enseada de Botafogo, depois de ter disputado prova de natação em Festival de Concursos Náuticos.

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* Comentário

As fotos não estão muito claras, mas o personagem é fascinante. Trata-se de Abrahão Saliture, um dos mitos dos primórdios dos esportes náuticos e aquáticos no país. Nadador, remador e jogador de pólo aquático, começou a fazer esportes para minimizar um defeito de infância no braço. Foi vencedor do 1º Campeonato Brasileiro de Natação, realizado em 1897, ganhou muitas outras provas, das 3 modalidades, no Rio e no País e tornou-se o primeiro brasileiro a vencer provas no exterior, no Uruguai e na Argentina. Teve uma carreira longeva. Com 37 anos participou da equipe brasileira nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, feito repetido nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, quando já tinha 49 anos.

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Regatas em Botafogo/1908

09/07/2011

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* Localização

Careta, ano 1, número 2, 13 de junho de 1908

* Descrição

Aspectos da enseada de Botafogo, do Pavilhão de Regatas e da Avenida Beira-Mar

* Comentário

No quartel final do século XIX, conforme ia se configurando como uma prática cada vez mais popular, paulatinamente o esporte foi ocupando espaço nos jornais e revistas. No decorrer da história, imprensa e prática esportiva estabeleceram relações de amor e ódio. De um lado, os periódicos eram fundamentais para atrair público e explicar as peculiaridades da “novidade”; de outro, também apontavam os problemas e interferiam demais na dinâmica da atividade. De qualquer forma, até os dias de hoje trata-se de um relacionamento praticamente indissolúvel.

No caso da Careta, uma revista que marcaria sua época, as primeiras imagens de esporte aparecem já no segundo número, lançado em 13 de junho de 1908. O formato adotado seria muito comum no decorrer da história: pouco texto e um mosaico de imagens.

Nas imagens acima, lamentavelmente de qualidade não muito boa, vemos flagrantes de regatas realizadas na Praia de Botafogo em 1908. Vemos algumas fotos dos barcos em competição, mas a maior parte é mesmo dedicada a retratar o publico no Pavilhão de Regatas, construído na administração Pereira Passos e inaugurado em 1906.

Na ocasião, o remo transformara-se em um dos mais fashionables divertimentos da cidade; as regatas eram marcadas por intenso frenêsi, não só nas arquibancadas do Pavilhão, que recebia o público de elite, como na Avenida Beira-Mar, que era ocupada por populares dispostos a acompanhar as emocionantes disputas.

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Clube de Regatas Vasco da Gama/1922

01/07/2011

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* Localização

Careta, ano 15, número 709, 21 de janeiro de 1922

* Descrição

Clube de Regatas Vasco da Gama

* Comentário

Na virada dos séculos XIX-XX, novos heróis se apresentaram em uma cidade que se pretendia moderna. Não mais se tratavam de indivíduos frágeis, doentes, que trajavam roupas em excesso e cultivam apenas uma cultura literária. Novos modelos corporais, exibidos com orgulho, algo favorecido por vestimentas que deixavam entrever a nova compleição muscular, traziam a mensagem de um novo tempo e de novas posturas: a valorização da saúde, do ativismo, de uma certa ousadia.

O remo se apresentava como o esporte ideal para celebrar o novo Rio de Janeiro e ajudava a conformar uma forte relação entre uma identidade carioca e os usos divertidos do mar.

A belíssima foto acima, tirada provavelmente na Baía de Guanabara, exibe barcos do Clube de Regatas Vasco da Gama em meio a uma prova náutica, festival ou treino. Destaca-se o contraste entre as guarnições na horizontal, os remos na vertical e os remadores como dobradiças, tudo compondo um quadro de integração com a natureza, que remete à ideia de harmonia e ordem, noções tão mobilizadas por essa modalidade que fora rapidamente adotada pela burguesia urbana carioca.

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